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Hoje, 4 de Novembro de 2026
Otavio Ventureli Otavio Ventureli Editoria/Redação
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Com mais de 2 milhões de clientes, Banco quebra no Paraguai e provoca caos

Paraguaios sairam as ruas para protestar contra a quebradeira e derrubaram Presidente do BC

Com mais de 2 milhões de clientes, Banco quebra no Paraguai e provoca caos
  A quebra do banco digital Ueno levou centenas de paraguaios às ruas, praticamente paralisou as vendas em grandes varejistas do país e forçou o Congresso Nacional a tentar aprovar, às pressas, uma mudança na legislação para agilizar a devolução dos recursos bloqueados dos clientes.

   O banco tem 2,9 milhões de clientes, o equivalente a 40% da população do país, estimada em 7,1 milhões. E processa quase 3 milhões de transações por dia, ou dois terços dos pagamentos eletrônicos feitos por grandes redes de varejo.
  Além disso, cerca de 32 mil aposentados e pensionistas recebem seus benefícios pelo Ueno Bank e ficaram sem ter acesso aos valores da noite para do dia, após intervenção do Banco Central paraguaio nesta terça-feira(03).

  A intervenção desencadeou a renúncia do presidente do BC, Carlos Carvalho, e de mais dois diretores, Marco Aurelio González e Carmen Marín. Além disso, a crise já resultou em oito prisões. Dirigentes do banco digital e executivos de empresas ligadas ao Grupo Vázquez, que controla a instituição, foram detidos na noite desta terça-feira(03).

  Os protestos de correntistas que tiveram seu dinheiro retido ocorreram no centro de Assunção e em frente à residência oficial do presidente do Paraguai, Santiago Peña(foto). Segundo o jornal paraguaio ABC Color, centenas de cidadãos revoltados iniciaram uma manifestação pacífica em frente ao Panteão Nacional dos Heróis, mas logo o protesto acabou em tumultos e confrontos quando um grupo de manifestantes tentou avançar em direção à sede do Congresso Nacional e foi contido pela Polícia Nacional.  

O sistema bancário paraguaio tem um Fundo de Garantia, como no Brasil. Lá a cobertura é de até 75 salários mínimos, equivalentes a 228,3 milhões de guaranis (US$ 37.450 mil). Pelas regras, os depósitos são devolvidos em um prazo de até 15 dias, o que está deixando correntistas aflitos:

Estudante de enfermagem, Deisy Asva, de 20 anos, viu todas as suas economias ficarem retidas no Ueno e não sabe como vai fazer para pagar suas contas nos próximos dias. No sábado, precisa quitar a mensalidade da faculdade:

— Vou ter que pegar dinheiro emprestado com a minha família. Com tanta tecnologia disponível hoje, como pode levar 15 dias?


Redação Sala Mundo

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