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Hoje, 28 de Outubro de 2026
Otavio Ventureli Otavio Ventureli Editoria/Redação
Polícia

Covardia: Pecuarista de 62 anos mata companheira de 24 anos anos a tiros

Mulher vinha sendo agredida pelo marido durante relacionamento de 4 meses, segundo testemunhas

Covardia: Pecuarista de 62 anos mata companheira de 24 anos anos a tiros

Uma mulher de 24 anos foi morta a tiros na noite de terça-feira (27), às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina (SP). O crime aconteceu no km 463, próximo a uma propriedade rural, e foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio.

A vítima foi identificada como Priscila Lacerda Custodio(foto) e, segundo o boletim de ocorrência, o suspeito é o pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos(foto), com quem ela mantinha um relacionamento há quase quatro meses. Ele fugiu depois do disparo.

  Ainda segundo o boletim de ocorrência, Priscila, que é natural de Perdizes (MG), foi a Rifaina para devolver uma caminhonete do pecuarista que estava com ela.

  O irmão e uma amiga acompanharam a jovem porque, segundo relatos deles à polícia, Priscila estava apreensiva e havia relatado agressões e ameaças feitas pelo suspeito.

De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem foi baleada durante uma discussão por causa de um aparelho celular. O irmão dela afirmou que Bolelli também apontou a arma na direção dele antes de fugir.

  Priscila foi socorrida e levada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu aos ferimentos. O celular dela foi apreendido e será periciado.

  Segundo a testemunha, Priscila relatou ter sido agredida pelo pecuarista na sexta-feira (23), quatro dias antes do crime. A amiga afirmou que viu as lesões apresentadas pela jovem.

Priscila também teria contado à amiga que Bolelli havia ameaçado dar um tiro na cabeça dela e contratado pessoas para monitorá-la. O pecuarista, ainda segundo o relato, acreditava que a jovem estivesse envolvida com outro homem e dizia que não permitiria que ela retornasse a Perdizes.

A amiga também disse à polícia que, diante das ameaças, orientou Priscila a não ir sozinha a Rifaina e, por isso, ela e o irmão da vítima decidiram acompanhá-la na devolução da caminhonete.

O irmão contou à polícia que recebeu uma ligação da jovem pedindo companhia para a viagem. Durante a conversa, percebeu que Priscila estava apreensiva e teve a impressão de que ela poderia estar sendo intimidada ou ameaçada.

Como aconteceu o crime

Priscila e o irmão saíram de Perdizes na caminhonete que seria devolvida, enquanto a amiga os acompanhava em outro carro. Como a amiga não sabia chegar à propriedade rural, Priscila deixou a caminhonete e entrou no veículo da amiga para indicar o caminho. O irmão continuou dirigindo a o veículo.

Quando os três chegaram à entrada da propriedade, João Roberto Bolelli apareceu em um carro branco. Segundo os depoimentos das duas testemunhas, outras pessoas chegaram em veículos diferentes, mas não foram identificadas.

O irmão relatou que ouviu Priscila dizer que queria ir embora e que não desejava mais manter o relacionamento.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, Bolelli exigiu que a jovem devolvesse um celular que havia entregue a ela e ela respondeu que só entregaria o aparelho depois de receber de volta o próprio telefone.

A amiga disse que o pecuarista também questionou uma viagem de Priscila a Sacramento (MG) e a acusou de estar se encontrando com outro homem.

Durante a discussão, ainda segundo as testemunhas, Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila. Em seguida, teria apontado a arma para o irmão dela, que correu para se proteger.

O irmão socorreu Priscila e a levou ao hospital de Rifaina, mas ela morreu.

Suspeito fugiu

Após o disparo, Bolelli deixou o local na caminhonete que Priscila tinha ido devolver. Policiais militares receberam a informação de que uma mulher baleada havia dado entrada no hospital e foram até a unidade.

Depois de ouvirem as testemunhas, seguiram para a propriedade rural do suspeito, mas ele não estava no local. A área foi preservada e passou por perícia.

A Polícia Civil investiga a motivação, a dinâmica do crime e as circunstâncias da fuga do suspeito. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre mandado de prisão contra Bolelli.

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