Entre os alvos de mandados de prisão, estão três donos de empresas que trabalham com movimentação de criptoativos, por onde o dinheiro teria passado.
De acordo com a polícia, os investigados se passavam por funcionários de uma empresa identificada como TDASX, que fechou após o início das investigações.
O diretor do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), delegado Eibert Moreira Neto, afirma que a ideia é quebrar o esquema a partir dos líderes:
De acordo com a investigação, a vítima foi incluída em grupos de mensagens que simulavam comunidades legítimas de estudo e investimentos no mercado financeiro.
Nos grupos, havia supostos especialistas, assistentes e outros participantes que interagiam de forma coordenada para criar uma aparência de profissionalismo e segurança.
Os investigados apresentavam análises de mercado, orientações financeiras e resultados aparentemente positivos. Com isso, a vítima era convencida de que os investimentos estavam dando lucro e passava a fazer aportes cada vez maiores.
Conforme a polícia, quando a aposentada tentou retirar o dinheiro, porém, os saques teriam sido bloqueados. A partir daí, começaram a surgir novas cobranças, apresentadas como taxas, impostos ou valores necessários para liberar o patrimônio.
A cada pagamento, uma nova justificativa era apresentada, levando a vítima a continuar transferindo dinheiro na tentativa de recuperar os valores já investidos.
A estratégia é conhecida internacionalmente como "pig butchering", ou "golpe do abate de porcos". Nesse tipo de fraude, os criminosos constroem gradualmente uma relação de confiança com a vítima antes de induzi-la a entregar quantias cada vez maiores.
A polícia identificou pelo menos 140 potenciais vítimas inseridas em ambientes digitais relacionados à mesma dinâmica, além de registros de fraudes semelhantes associados às estruturas financeiras investigadas.




