Tradicional clube de São Paulo, com mais de 100 anos de existência, o Juventus virou caso de polícia com uma história que tem roteiro de novela. A trama, segundo denúncias, envolve traições matrimoniais, intimidações e desvios milionários de dinheiro.
Após anos de dificuldade, o Juventus vive um momento de entrada de altos valores em seus cofres, com a venda da SAF (assinada há dez meses), além de outros acordos comerciais, como a locação por 20 anos de uma área da sede do clube para uma escola bilíngue.
Desde o mês passado a Polícia Civil investiga se parte desse dinheiro foi embolsada pelo presidente do clube, Dilson Tadeu dos Santos Deradeli(foto), e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Eduardo Gomes Pedroso.
Tadeu nega as acusações. Carlos Eduardo disse para a midia procurar a assessoria de imprensa do Juventus e se recusou dar entrevista.
Carlos Eduardo é escrivão de polícia e, de acordo com as denúncias, usaria seu cargo para ameaçar e perseguir adversários políticos. Por isso, o inquérito é conduzido pela Corregedoria da Polícia. Há relatos de que ele costuma exibir armas em reuniões e que teria afastado opositores do Conselho de forma arbitrária.
Além dos dirigentes do Juventus, há outras duas peças centrais na investigação: os advogados Luma Zaffarani e Guilherme Rodrigues, que até março formavam um casal.
Segundo a denúncia apresentada à Polícia, quantias milionárias foram desviadas do Juventus por meio do pagamentos de honorários advocatícios. Um dos negócios detalhados foi a operação de venda da SAF.
Pela transação, o clube social teve direito a receber R$ 20 milhões. Porém, R$ 2 milhões deveriam ser repassados a Luma e Guilherme pela estruturação do projeto. Tal valor seria dividido em três partes iguais: uma para Carlos Eduardo, Presidente do Cnselho Dellibeatvo do Clube, uma para Tadeu Deradeli, Presidente do Clube e uma para o casal de advogados.
O GRANDIOSO CHIFRE
Guilherme passou a desconfiar que estava sendo traído por Luma no começo deste ano. O casal mantinha união estável há uma década.
Em março, ele foi informado por vizinhos que a companheira estava voltando para casa num veículo de mesma cor e modelo do utilizado por Carlos Eduardo, o que foi averiguado em imagens de câmeras de seguranças do clube e da rua onde o casal morava.
Ao ver os vídeos e ouvir histórias de amigos, Guilherme não teve dúvidas: Luma estava tendo um caso com o presidente do Conselho do Juventus.
Uma amiga do casal apresentou à Polícia uma declaração pública, lavrada em cartório, na qual afirma ter ouvido de Luma que ela estava se relacionando com Carlos Eduardo e que os dois tramavam como excluir Guilherme de suas negociatas.
Segundo essa testemunha, o presidente do Conselho do Juventus teria prometido à advogada a realização de diversos negócios vantajosos entre eles. Ainda de acordo com essa amiga, Luma acreditava que Carlos iria se separar da esposa dele para ficar somente com ela.
O término da relação do casal foi turbulento, com acusações de agressões de ambas as partes. Luma chegou a obter uma medida protetiva cautelar contra o ex-companheiro, alegando violência psicológica.
Da Redação Sala




