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| Romário se recusou a fazer o teste do bafômetro |
Bebedeira: O ex-jogador Romário de Souza Faria bem que tentou driblar a fiscalização da Secretaria Estadual de Governo realizada na madrugada de segunda-feira(08), na Barra da Tijuca, mas a jogada acabou lhe rendendo ‘cartão vermelho’.
Após se recusar a soprar o bafômetro, o ex-jogador teve sua habilitação (CNH) apreendida, foi multado em R$ 957,70 e só não teve o carro rebocado porque apresentou outro motorista para assumir o volante.
O atual diretor de Futebol do América foi abordado na Avenida Armando Lombardi. Como não quis fazer o teste de embriaguez, aplicado em 190 motoristas na blitz, Romário teve que entregar a CNH. Em sua habilitação, ficarão registrados 7 pontos, pela infração gravíssima. Até segunda-feira, seu prontuário estava zerado — não havia multas em seu nome.
CULPA PRESUMIDA
“A recusa tem as mesmas penas administrativas de quem sopra e registra índice entre 0,11 e 0,29. Nesse caso, há presunção legal de que a pessoa bebeu”, explica o subsecretário de Governo, Carlos Alberto Lopes, coordenador da Operação Lei Seca.
Romário não foi localizado. Seu advogado, Norval Valério, não sabia o motivo da recusa, mas disse que seu cliente não gosta de beber. “É possível que ele estivesse em alguma comemoração e tenha tomado taça de champanhe, que já o vi fazer. Mas Romário não gosta de álcool. Nunca o vi tomar nada além disso”, afirmou.
Em agosto, Renato Gaúcho e Júnior também deram olé no bafômetro, mas acabaram com a mesma punição: multas e carteiras apreendidas.
Jogador responde a processo e pode ter carteira suspensa por um ano
As carteiras apreendidas com base na Lei Seca (11.705/08) são remetidas ao Detran-RJ, que abre processo de suspensão da habilitação por 1 ano, com direito a ampla defesa. O motorista tem de 48 a 72 horas para reaver o documento, a partir da abertura do processo.
Em breve, no entanto, comportamentos como o de Romário poderão ser punidos com mais rigor caso seja aprovado novo projeto de lei que está na Câmara dos Deputados.
Pelo texto, quem se negar a soprar o bafômetro poderá sofrer sanções criminais, e não só administrativas, como acontece atualmente.
O projeto rigoroso é de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), mas a parte que pune a recusa do teste de alcoolemia de forma mais severa foi incluída pela deputada Rita Camata (PSDB-ES).
Ela propõe que o motorista que se recusar a fazer o exame, mas tenha sinais visíveis de embriaguez, seja autuado na delegacia e responda a processo criminal. Se condenado, pode pegar de seis meses a três anos de prisão.