"Após as inundações devastadoras em Bhotekoshi, no distrito de Rasuwa, notícias sobre pessoas presas no túnel da Usina Hidrelétrica do Trishuli Superior vinham gerando grande preocupação desde ontem", diz o texto publicado pelo gabinete.
Segundo o texto, os militares seguem trabalhando para retirar em segurança mais cerca de uma centena de pessoas que ainda estão presas no local.
Tragédia no Nepal e no Tibete
O número de mortos na avalanche de lama na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, chegou a 392 nesta quinta-feira (27). Quase 1.500 pessoas estão desaparecidas, segundo autoridades dos dois países. As equipes de resgate continuam as buscas nas áreas devastadas.
No Nepal, a enchente atingiu áreas próximas aos rios Trishuli e Bhote Koshi. A região de Gyirong, no Tibete, também foi atingida. Casas, estradas, pontes e instalações de energia foram danificadas ou destruídas.
Os governos locais ainda investigam as causas da tragédia. A principal hipótese é de que o colapso de uma geleira na montanha Langtang Lirung, que tem mais de 7.000 metros de altura, tenha dado origem à avalanche.
Embora não seja muito populosa, a região conecta diversas cidades e vilas e abriga usinas hidrelétricas e um porto, além de um posto fronteiriço entre o Nepal e a China — que controla o território do Tibete.
O posto é uma das principais portas de entrada e saída para quem viaja entre os dois países. Imagens impressionantes de uma câmera de segurança mostram que o local sendo engolido pela avalanche de lama.
As equipes de resgate avançam com dificuldade pelas áreas atingidas. A lama e os escombros dificultam o acesso a vilarejos e comunidades isoladas.
Especialistas alertam ainda para o risco de uma nova inundação. Um bloqueio de detritos permanece em uma área mais alta do rio na fronteira entre Nepal e China.
Da Redação Sala Internacional com AFP




