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Hoje, 2 de Setembro de 2026
Internacional

Justiça Federal americana começa a julgar nesta terça(18) Empresa META

Denúncias apontam que a META vem promovendo em todo o mundo crises de saúde mental

Justiça Federal americana começa a julgar nesta terça(18) Empresa META

Começou nesta terça-feira (18) um julgamento federal nos Estados Unidos contra a empresa de tecnologia Meta, alegando que as redes contribuíram para uma crise de saúde mental entre os jovens.

Este é o maior julgamento sobre o tema até o momento, com dezenas de estados buscando indenizações financeiras que podem chegar a US$ 1,4 trilhão (R$ 7,28 trilhões).

  A Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, é acusada de projetar, de forma consciente e deliberada, recursos que viciam crianças em suas plataformas de mídia social. Ainda é defendido que a Meta coleta rotineiramente dados de crianças menores de 13 anos sem o consentimento dos pais, violando a lei federal.

  A empresa nega qualquer irregularidade e afirmou em comunicado que estavam 'orgulhosos do nosso histórico de proteção aos adolescentes em nossas plataformas e do esforço que dedicamos ao desenvolvimento de medidas de proteção ao longo dos anos, mesmo antes de esses casos serem sequer registrados'.

Nos últimos dias, a Meta tentou impedir que o ex-funcionário da Meta e testemunha especialista, Arturo Bejar, prestasse depoimento.

A juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers rejeitou o pedido da empresa, concedendo aos estados uma vitória antecipada. Em sua decisão, ela descreveu a ação como uma tentativa desesperada de 'eliminar uma testemunha importante' para os autores da ação.

Bejar já havia testemunhado contra a empresa, inclusive em um julgamento no Novo México, que a Meta perdeu.

Segundo um documento judicial, se espera que advogados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey questionem Bejar sobre as práticas da Meta em relação à segurança e ao crescimento, e se a empresa apresentou informações falsas publicamente.

Face e Instagram tterão que mudar

  Os advogados do Colorado, Califórnia, Nova Jersey e Kentucky, que lideram uma coalizão bipartidária de 29 estados, farão suas declarações iniciais perante um júri de oito integrantes em Oakland. O grupo atua apenas como órgão consultivo da juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, responsável pela decisão final do caso.  


Em um novo documento apresentado na segunda-feira, a Meta pediu ao juiz que restringisse o escopo do depoimento de outra potencial testemunha especialista, Colin Gray, a quem os estados pretendem interrogar sobre "padrões obscuros" -- recursos projetados para manipular os usuários a fazerem escolhas preferidas por uma empresa.

O julgamento analisará as acusações dos quatro estados de que a Meta desenvolveu Facebook e Instagram para estimular o uso compulsivo por crianças e adolescentes e enganou consumidores ao apresentar as plataformas como seguras para usuários mais jovens.


Da Redação Sala com AFP

O julgamento também abordará as acusações dos 29 estados de que a Meta coletou e utilizou indevidamente dados pessoais de crianças durante o uso das plataformas, em violação à legislação federal.

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