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Hoje, 25 de Outubro de 2026
Agricultura Familiar

Produção artesanal de queijos no RS é uma solução para a crise do setor

Entre 2015 e 2025 mais de 50 mil produtores de queijo abandonaram as atividades

Produção artesanal de queijos no RS é uma solução para a crise do setor

A produção artesanal de queijo, com resgate de tradições que remontam a história do Rio Grande do Sul, tem sido um dos caminhos encontrados por produtores de leite gaúchos para manterem-se na atividade em tempos de margens apertadas e oscilações de mercado que já levaram mais de 55 mil pecuaristas a abandonarem a atividade entre 2015 e 2025, uma queda de 65%, segundo dados da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

Vencedor do 4º Mundial do Queijo do Brasil, o produtor o queijeiro Igor Valsoler, de Jóia, no Noroeste do Rio Grande do Sul, é uma testemunha deste processo. Nos últimos três anos, ele viu o seu Estado natal passar de 30 medalhas no principal concurso nacional de queijos do Brasil para mais de 100 condecorações, sendo 30 delas de ouro. “Hoje podemos dizer que estamos em ascensão”, afirma.

  Quando começou a produzir leite, em 2007, ele e seus pais já estavam decididos a não depender da venda de matéria-prima para grandes laticínios para se manter na atividade.

   Hoje, ele avalia que a decisão foi decisiva para que a família conseguisse se estabelecer na atividade mesmo em tempos difíceis. “Se não fosse essa decisão, acho que estaríamos vivendo a mesma dificuldade que a maioria dos produtores de leite, enfrentando instabilidade de preço e preso às questões econômicas e outros transtornos”, afirma.

“Como você vai fazer um pequeno produtor de queijo atender a mesma exigência de infraestrutura de agroindústria que uma indústria com selo SIF, por exemplo? Ainda temos essas disparidades”, critica Tormen.

Segundo Aline Balbinoto, do Sebrae-RS, o custo de implementação de uma agroindústria queijeira é de pelo menos R$ 35 mil, podendo chegar na ordem de milhões de reais a depender do tamanho da estrutura. O valor mínimo, afirma, foi calculado com base numa estrutura montada em um contêiner exposto na Expointer deste ano.

“O produtor não precisa construir algo gigantesco num primeiro momento, porque se os planos são crescer, ele pode começar com algo enxuto, que atende a demanda atual e depois dar um próximo passo para ampliar”, recomenda Balbinoto.


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