Cooperativas de seis estados e do Distrito Federal mostram produtos dos pequenos agricultores e da sociobiodiversidade brasileira no Sial Paris, na capital francesa. É a primeira vez dessas entidades no evento, um dos mais importantes do mundo na área de alimentação e bebidas.
As organizações estão concentradas no espaço brasileiro em um dos pavilhões do Sial. São 13. Dez da agricultura familiar. Mas a participação do segmento é ainda maior, já que as centrais com estandes na feira representam mais de uma cooperativa de determinada região do país.
A Grandes Sertões, sediada em Montes Claros (MG), tem sua área de abrangência em 48 municípios do Cerrado e atende a 2 mil famílias. Comercializa produtos do extrativismo e cultivados em quintais agroecológicos. Tem parcerias com empresas de alimentos e cosméticos.
No Sial Paris, a cooperativa traz como principal produto o pequi, em versões como a polpa e, principalmente, o óleo. Na safra 2025/26 – de novembro de um ano a fevereiro do seguinte – a Grandes Sertões vendeu 950 toneladas.
A intenção é crescer no ciclo 2026/27. E a exposição na feira é vista como estratégica para as vendas no mercado internacional. A cooperativa chegou a Paris com três toneladas de óleo de pequi já vendidas. Na feira, fechou outro negócio, de mais quatro toneladas para uso em cosméticos e alimentação.
“Estar na feira é um diferencial”, diz Fábio José Soares, em conversa com a reportagem no estande. “A gente percebe que há interesse nos produtos”, acrescenta.
Soares conta que compradores de Portugal manifestaram interesse pela polpa do pequi congelada. A intenção seria atender o chamado “mercado da saudade”, dos brasileiros que demandam produtos do Brasil nos países onde vivem.
Da Redação Sala Agricultura Familiar com Globo Rural




