O epicentro do tremor ocorreu em San José del Palmar, no oeste colombiano, a uma profundidade de 110 km, segundo a agência geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá e a cerca de 150 km de Medellín e de Cáli.
Uma réplica de magnitude 5.0 e 100 km de profundidade foi registrada cerca de uma hora depois. O tremor foi o mais forte registrado na Colômbia na última década, segundo o Serviço Geológico do país.
O maior número de mortos registrado foi na província de Risaralda, no oeste da Colômbia, na região cafeeira do país, onde o governador Juan Diego Patiño, em entrevista por telefone à Caracol Televisão, informou 42 mortes.
Em Cáli, mais de 20 prédios desabaram, e há pessoas presas sob os escombros, segundo o prefeito Alejandro Éder. Ele acrescentou que a cidade havia solicitado às autoridades de Bogotá e Medellín o envio de equipes de socorro para apoiar os esforços de resgate: "Temos pelo menos 12 pontos críticos e 25 edifícios desabados aos quais estamos atendendo".
A autoridade de aviação colombiana afirmou que houve danos nos aeroportos das cidades de Pereira, Manzinales, Quibido, Armenia, Cartago e Buenaventura.
O impacto do terremoto também derrubou uma das torres no topo de uma catedral em estilo gótico em Manizales e obrigou enfermeiras em Cali a levar pacientes para fora em camas de hospital, mostraram imagens nas redes sociais e na televisão colombiana.
O tremor foi sentido também nos países vizinhos Equador e Venezuela — que foi atingida por um duplo terremoto que devastou o país em junho. No Brasil, o tremor foi sentido em Manaus, no estado do Amazonas.
Segundo sismólogos, é bem comum haver tremores na Colômbia porque o país fica próximo à extremidade de uma placa tectônica e também ao "Círculo de Fogo" na América Latina. No entanto, terremotos fortes como o desta segunda não são comuns.
Da Redação Sala Internacional com Reuter




