Para suprir as projeções globais, a demanda por investimentos em produtividade torna-se inevitável. Estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que a população mundial alcançará 9,6 bilhões de pessoas até 2050, com concentração do crescimento demográfico na Ásia e na África. Esse cenário exigirá uma elevação de 60% na oferta de alimentos, 50% em energia e 40% em água, com expectativa de que o Brasil responda por 40% dessa nova oferta de comida.
De acordo com dados apresentados por Eduardo Marcusso, coordenador-geral de Avaliação de Políticas Agropecuárias do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a cultura do milho no país deve continuar crescendo em área, produtividade e relevância econômica nos próximos dez anos, impulsionada por setores como o etanol e o DDG. A projeção do Ministério é que essa expansão ocorra sem a necessidade de abertura de novas áreas, priorizando a recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas por meio do programa Brasil Verde.
No entanto, os entraves no campo e fora dele permanecem como o grande desafio para sustentar esse avanço. A questão climática e o acesso à água surgem como gargalos centrais na produção agrícola. “Irrigação é alimento. Hoje talvez o mundo não precise de alimentos, mas no futuro precisará devido às mudanças climáticas”, alertou o pesquisador da Embrapa Cerrados, Lineu Rodrigues, durante o Fórum Mais Milho, realizado pelo projeto Mais Milho do Canal Rural Mato Grosso em parceria com a Abramilho e Aprosoja Mato Grosso.
Da Redação Sala com Canal Rural




